Em jogo pouco movimentado, Chelsea e Fulham ficam no 0 a 0

Fernando Torres cercado pela defesa do Fulham.
Se o objetivo do Fulham era conseguir pelo menos um ponto em Stamford Bridge, esta tática funcionou, pois o sempre acirrado SW6 Derby terminou com um simples empate sem gols.

Com as duas equipes em crise, o jogo foi marcado por muitos protestos da torcida do Chelsea, a qual definitivamente não aprovou a contratação do espanhol Rafa Benitez, para o cargo de treinador do clube. 

Aos 16 minutos de jogo, os torcedores do Chelsea realizaram um protesto pacífico, cantando sua música em homenagem ao ex-técnico da equipe, Roberto Di Matteo, que foi demitido de forma polêmica por Roman Abramovich há cerca de uma semana atrás. A razão para escolher os 16 minutos da primeira etapa é bastante simples para os bons conhecedores dos nossos vizinhos da SW6, pois Di Matteo atuou com a camisa 16 do Chelsea entre 1996 e 2002, encerrando sua carreira de jogador no clube.

O primeiro tempo foi pouco movimentado, onde as duas equipes marcavam muito no campo de defesa e criavam poucas oportunidades no ataque, praticamente transformando o SW6 Derby no clássico da crise.


O técnico do Fulham, Martin Jol, resolveu optar pela experiência de Giorgos Karagounis no meio-campo e por Hugo Rodallega no ataque, na tentativa de fazer a bola chegar no búlgaro Dimitar Berbatov. 

Berbatov teve dificuldades com a marcação do Chelsea
Porém, faltava mobilidade ao meio-campo do Fulham, que tinha sérias dificuldades para contra-atacar o Chelsea. O Fulham criou algumas poucas oportunidades, especialmente com Berbatov, que parecia muito isolado no comando de ataque e pouco ameaçou a meta defendida por Peter Cech.

A melhor oportunidade do Fulham no jogo foi um bom chute de fora da área do colombiano Rodallega, no qual o goleirão do Chelsea fez firme defesa.


Do lado dos blues não foi diferente, com Oscar e Hazard tendo atuações apagadas; o espanhol Fernando Torres ficou isolado no comando de ataque, e quando conseguiu girar pra cima de Aaron Hughes e bater pro gol, parou nas mãos de Mark Schwarzer.

E, ao final da primeira metade do jogo, as opções mais prováveis eram esperar alguma mudança nos times ou simplesmente desligar a TV, devido a fraca atuação das duas equipes.

Na volta do intervalo não houve substituições nos dois times, porém, Fulham e Chelsea pareciam dispostos a marcar menos e atacar um pouco mais. O manager dos blues, Rafa Benitez, esperou 18 minutos para colocar o espanhol Juan Mata no jogo.

Martin Jol, por sua vez, respondeu com mais uma de suas alterações improváveis, mandando a campo o versátil Chris Baird, que substituiu Diarra na tentativa de fornecer um maior poder de finalização ao time. 


Kerim Frei mudou a postura do time na segunda etapa
A alteração, de certa forma, funcionou e o time do Fulham começava a atacar mais, criando algumas oportunidades. Na melhor delas, Karagounis demonstrou visão de jogo e acertou um lançamento para John Arne Riise na área, que em frente a Peter Cech, não conseguiu finalizar e perdeu a grande oportunidade de vencer o jogo.

Mas a alteração que realmente mudaria o time do Fulham, viria somente aos 73 mins, quando o garoto Kerim Frei entrou na vaga do veterano Giorgos Karagounis. Pouco depois de entrar, o garoto fez bela jogada ao arrancar pelo lado esquerdo e invadir a área, onde acabou se desequilibrando e não conseguiu finalizar.


Os minutos finais foram do Chelsea, que tentava desesperadamente chegar ao gol da vitória, que seria a primeira após cinco jogos e também o primeiro resultado positivo sob o comando de Rafa Benitez.

Mas, no apito final, o SW6 Derby terminou sem gols e o resultado foi melhor para um Fulham em recuperação do que para um Chelsea aparentemente mergulhado na crise.

Assista no vídeo abaixo, os melhores momentos de Chelsea 0-0 Fulham, pela 14ª Rodada da Premier League.




* Ficam aqui registrados nossos mais profundos sentimentos para com a família e pessoas próximas do grande jornalista Joelmir Beting, falecido nesta madrugada em São Paulo.

COME ON YOU WHITES!

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